Marcelo Zalona
Arquiteto e designer.
Nascido no Rio de Janeiro, Marcelo Zalona iniciou sua trajetória no desenho e na pintura já aos 11 anos, formando-se em Arquitetura em 2004. O curso o levou a Londres, onde atuou ao lado de nomes como Richard Rogers e Laurie Abbott em projetos como as novas torres do World Trade Center e a Arena de Abu Dhabi.
De volta ao Brasil em 2010, viveu uma passagem pelo cinema, pelo audiovisual e pelas artes visuais, período que aprofundou seu olhar sobre narrativa, imagem e composição, e que mais tarde ecoaria na construção visual de seu trabalho com madeira.
Em 2013, fundou o Estúdio Zalona, retomando um ofício que atravessa sua família desde 1940, quando seu bisavô, imigrante português, se estabeleceu no Rio de Janeiro como mestre marceneiro. Dessa herança, Zalona desenvolveu seu próprio processo de produção, no qual mesmo os menores fragmentos descartados de madeira podem ser reaproveitados. Seu trabalho traduz a listra como linguagem cultural de resistência, da elegância e astúcia do malandro à vida praiana, do samba ao contexto urbano, e sobretudo do uso da madeira coletada de sobrados e construções antigas, trazendo a memória do espaço público carioca para suas peças e afirmando a matéria como reinvenção na história da cidade do Rio de Janeiro.
Zalona ocupa hoje um lugar entre as vozes autorais do design brasileiro contemporâneo. Representado pela Galeria Diletante, leva suas peças às principais feiras de design internacionais, entre elas a Design Miami, e a galerias e colecionadores nos Estados Unidos e Europa.
Born in Rio de Janeiro, Marcelo Zalona began his path in drawing and painting at the age of eleven, later graduating in Architecture in 2004. His studies took him to London, where he worked alongside figures such as Richard Rogers and Laurie Abbott on projects including the new World Trade Center towers and the Abu Dhabi Arena.
Back in Brazil in 2010, he spent a formative period in film, audiovisual production, and the visual arts — a time that deepened his understanding of narrative, image, and composition, and would later echo in the visual sensibility of his work in wood.
In 2013, he founded Estúdio Zalona, reclaiming a craft that has run through his family since 1940, when his great-grandfather, a Portuguese immigrant, established himself in Rio de Janeiro as a master cabinetmaker. From that inheritance, Zalona developed his own production process — one in which even the smallest discarded fragments of wood find new purpose. His work translates the stripe as a cultural language of resistance: from the elegance and cunning of the malandro to the ease of beach life, from samba to the urban fabric, and above all through the use of wood salvaged from old townhouses and historic buildings — carrying the memory of Rio’s public spaces into his pieces and affirming material itself as reinvention within the city’s history.
Zalona holds a distinct voice within contemporary Brazilian design. Represented by Galeria Diletante, he brings his work to leading international design fairs — among them Design Miami — and to galleries and collectors across the United States and Europe.
